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A FLORESTA NÃO PODE PEDIR AJUDA, VOÇE PODE.
GEOPOLÍTICA E DEPENDÊNCIA EXTERNA COLOCAM O AGRO EM ALERTA NO 4º CONGRESSO ABRAMILHO
Por TV E RÁDIO WEB CIDADE
Publicado em 06/05/2026 08:59
INFORMAÇÕES

 

Importação de insumos e riscos globais entram no centro do debate do setor de milho e sorgo em Brasília

 

A crescente dependência do Brasil de insumos importados e os impactos da geopolítica internacional estarão no centro das discussões do 4º Congresso Abramilho, que será realizado no próximo dia 13 de maio, das 8h às 14h, no Unique Palace, em Brasília (DF).

 

Diante de um cenário global cada vez mais instável, produtores de milho e sorgo precisam acompanhar atentamente os desdobramentos internacionais antes de planejar suas safras. Não por acaso, o painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” surge como um dos momentos mais estratégicos do evento.

 

O debate ocorre em meio a um contexto de alta complexidade, no qual fatores externos influenciam diretamente a cadeia produtiva. A logística de fertilizantes, defensivos agrícolas e combustíveis, como o diesel, sofre impactos imediatos de conflitos internacionais, tensões comerciais e oscilações de mercado.

 

Apesar de o Brasil ocupar posição de destaque como o terceiro maior produtor de milho do mundo e um dos principais exportadores de alimentos, o país ainda enfrenta um desafio estrutural: a elevada dependência externa. Mais de 90% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola são importados. Além disso, grande parte do diesel e de insumos essenciais para defensivos agrícolas tem origem em mercados estrangeiros, especialmente na China.

 

Para o diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, Glauber Silveira, o momento exige vigilância e planejamento estratégico por parte do setor.

 

"Vivemos uma geopolítica extremamente sensível. Qualquer instabilidade internacional impacta diretamente o preço do diesel, a oferta de fertilizantes e a disponibilidade de defensivos agrícolas”, destacou.

 

 

 

Segundo ele, as oscilações no cenário global atingem o produtor brasileiro de forma quase imediata, reforçando a necessidade de discutir soluções estruturais para reduzir vulnerabilidades.

 

O painel também abordará temas como o Acordo Mercosul-União Europeia e outras negociações internacionais que influenciam o fluxo comercial do agronegócio. A proposta é avançar na construção de diretrizes que permitam ao setor mitigar riscos e reduzir a dependência de insumos externos.

 

"Queremos trazer luz a esse debate. O que o produtor pode fazer no curto, médio e longo prazo? Há soluções que passam por políticas públicas, mas também iniciativas privadas que podem fortalecer o setor”, afirmou Silveira.

 

 

 

O painel será realizado às 12h e contará com a participação de nomes de destaque do setor e da diplomacia brasileira, como Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA; Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor-geral da Pivot Bio no Brasil; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação ficará a cargo do jornalista Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.

 

 

SERVIÇO

 

Evento: 4º Congresso Abramilho

Data: 13 de maio de 2026

Horário: 8h às 14h

Local: Unique Palace, Brasília (DF)

 

Carlos Magno

Jornalista – DRT/PA 2627

Com informações da Assessoria de Imprensa da Abramilho

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