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STF autoriza nova fase da Operação Compliance Zero e impõe medidas contra senador Ciro Nogueira
Por TV E RÁDIO WEB CIDADE
Publicado em 07/05/2026 12:31
INFORMAÇÕES

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada no âmbito da Petição 15.873, após pedido da Polícia Federal (PF), com parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF).

 

Entre as medidas determinadas pelo ministro está a prisão temporária, por cinco dias, de Felipe Cançado Vorcaro, além da imposição de medidas cautelares ao senador Ciro Nogueira e a outros investigados. Segundo o STF, as medidas poderão ser reavaliadas conforme o avanço das investigações.

 

Investigação aponta suspeita de organização criminosa

 

Na decisão, o ministro André Mendonça afirmou que os autos apresentam “diversos elementos de prova”, incluindo transferências bancárias, registros de viagens e mensagens eletrônicas trocadas entre os investigados, indicando, em tese, a possível prática de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva.

 

De acordo com a PF, o principal alvo da investigação é o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma suposta organização criminosa com atuação no sistema financeiro nacional, na administração pública e no Poder Legislativo.

 

Felipe Vorcaro seria operador financeiro do esquema

 

Segundo a investigação, Felipe Cançado Vorcaro integraria o núcleo financeiro-operacional do grupo investigado, atuando como operador financeiro de Daniel Vorcaro. A PF sustenta que ele seria responsável pela articulação entre decisões estratégicas e a execução das movimentações financeiras e societárias investigadas.

 

Os investigadores apontam que Felipe teria participado diretamente da aquisição, pelo senador investigado, de uma participação societária avaliada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão — operação considerada atípica pela PF.

 

A investigação também aponta repasses mensais de R$ 300 mil ao parlamentar, valores que, segundo depoimentos colhidos pela PF, teriam posteriormente alcançado R$ 500 mil. Os pagamentos teriam sido realizados por meio de pessoa jurídica ligada à chamada “parceria BRGD/CNLF”.

 

Ciro Nogueira é alvo de medidas cautelares

 

Na decisão, o ministro André Mendonça proibiu o senador Ciro Nogueira de manter contato com testemunhas e demais investigados.

 

Segundo a PF, há indícios de que o parlamentar teria atuado em benefício de interesses privados ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório da corporação cita supostas vantagens indevidas, incluindo aquisição de participação societária com deságio expressivo, pagamentos recorrentes e a utilização de imóvel pertencente ao empresário como se fosse de propriedade do senador.

 

A investigação também menciona custeio de viagens internacionais, hospedagens, restaurantes e voos privados, indicando que os benefícios recebidos extrapolariam uma relação pessoal de amizade.

 

Outras medidas determinadas pelo STF

 

Além das medidas impostas ao senador, o STF também determinou restrições contra Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho e Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima.

 

Os investigados estão proibidos de manter contato com os demais envolvidos, não poderão deixar as cidades onde residem nem viajar para o exterior. Ambos deverão entregar seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 48 horas e passarão a utilizar tornozeleira eletrônica.

 

O ministro André Mendonça também determinou a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades das empresas:

 

BRGD S.A.

 

CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda.

 

Green Investimentos S.A.

 

Green Energia Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia

 

 

As investigações seguem em andamento sob sigilo parcial.

 

Carlos Magno

Jornalista – DRT/PA 2627

Com informações do STF

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